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Futureng
Uma empresa
completa
"Os dois sócios gerentes da empresa desenvolveram a sua actividade, durante
anos, em empresas de construção civil. Quando, mais tarde, trabalharam juntos
numa empresa de franchising, a Termo Steel, adquiriram conhecimentos e
experiência prática no cálculo e execução de projectos de estruturas
metálicas, usando como matéria-prima o aço galvanizado leve. Mais tarde os
actuais gerentes da FUTURENG saíram para lançar a sua empresa, tirando partido
da experiência acumulada durante anos. Hoje, a FUTURENG é uma empresa
eminentemente técnica e não construtora, congregando conhecimentos nas áreas
comercial e prática, bem como no domínio da legislação e com plena compreensão
da do mercado nacional."
João
Santos, desenhador-projectista, desenvolve a área de orçamentação, preparação
e fiscalização de obra. Anteriormente, assumiu a direcção técnica da secção de
projecto e orçamentação nas empresas por onde passou, o que lhe deu um acumulo
de conhecimentos extremamente importante. Mais do que um homem de gabinete,
esteve activamente empenhado na construção, permitindo-lhe assumir a
fiscalização das obras que a FUTURENG projectou.
Miguel
Sá assegura a execução da engenharia tanto de betão como da estrutura
metálica. Nos últimos anos aprofundou o estudo do cálculo das estruturas em
aço leve, especialmente na vertente da adaptação à legislação nacional e
europeia. Esteve em seminários sobre Light Gauge Steel Framing nos Estados
Unidos e em várias reuniões da Light Gauge Steel Engineers Association (LGSEA)
na Europa. Foi autor de mais de uma centena de projectos em Light Steel
Framing.
A empresa
A
FUTURENG está principalmente vocacionada para a prestação de serviços à
indústria da construção de edifícios com estrutura de aço leve. Uma parte
significativa do nosso trabalho está relacionada com a execução de projectos
de engenharia civil, tanto para as estruturas de aço leve (Light Steel Framing)
como para as fundações e muros de sustentação em betão armado. Os projectos
para construções LSF, usualmente, incluem também a preparação de obra e
desenhos técnicos com pormenores de construtivos. Evidentemente, a FUTURENG
executa também todas as restantes especialidades comuns a qualquer outra
construção.
Além de
projectos, a FUTURENG oferece também serviços de fiscalização e acompanhamento
técnico de obras em execução. Tanto construtores como donos de obra têm
recorrido à FUTURENG para aconselhamento profissional durante as diversas
fases da obra.
Outro
serviço apresentado é a execução de orçamentos. Outra área a que a FUTURENG se
tem dedicado é o apoio técnico dirigido a diversos sectores da indústria da
construção LSF. Alguns profissionais do ramo estabeleceram com a FUTURENG uma
parceria através de um acordo mensal de prestação de serviços e têm recebido,
entre outras ajudas, uma newsletter que aborda temas relacionados com a
construção LSF, tal como materiais e processos construtivos. Para quem
pretende iniciar actividade no ramo da construção com estruturas em aço leve,
a FUTURENG oferece cursos de formação.
Terá algum interesse começar por efectuar um breve historial da
utilização do aço galvanizado na construção civil.
A
questão da utilização do aço é relativamente recente, pois surge apenas nos
anos 90 nos Estados Unidos da América, tendo por base um aumento muito
substancial do preço da madeira. Como as empresas tinham compromissos para
cumprir tornou-se urgente arranjar uma solução eficaz e viável que permitisse
aos construtores responder aos contratos que já tinham efectuado. Foi assim
que apareceu o aço, enquanto alternativa à madeira.
Em
termos históricos é ainda de apontar um facto ocorrido em finais do século XIX
em Chicago e que também conduziu à utilização do aço. Refiro-me a um grande
incêndio que destruiu grande parte da cidade, construída em madeira, e que
desenvolveu uma cultura do aço, principalmente na construção de grandes
edifícios, pois só ultimamente é que este material começou a ser utilizado
massivamente na construção de moradias.
Quer isto dizer que Portugal não chegou muito atrasado a este
comboio, ou seja, estamos praticamente no pelotão da frente no que concerne à
utilização deste material na construção civil.
De
facto, conseguimos proceder à utilização deste material praticamente no seu
início, numa altura em que ainda se debatia a questão da standartização, até
porque nos Estados Unidos a maior das estruturas é toda padronizada, o que
permite uma utilização mais eficaz destes materiais.
Ou seja, é quase como montar um lego…
Exactamente. Quem pretender pode comprar toda a estrutura em aço e construir
uma casa. Há todo o equipamento disponível e bem definido que é vendido em
lojas e depois da sua aquisição qualquer pessoa, com o mínimo de habilidade
pode proceder à sua montagem, isto é, construir a sua própria casa, claro que
para isso é necessário bastante rigor, pois tudo é trabalhado ao milímetro
para que as paredes fiquem aprumadas. Esta filosofia do bem-fazer e do rigor é
que tem sido privilegiada nos últimos anos.
Requisitos estes que podem tornar-se graves quando aplicados à
realidade nacional.
Por
vezes, até porque uma grande lacuna que temos a nível nacional é a falta de
formação, a falta de saber em todas as áreas de actividade.
Felizmente a situação começa a alterar-se e a título de exemplo posso referir
uma urbanização “casas euro-americanas”, onde a preocupação com a qualidade
foi uma constante.
Em termos de obras de manutenção, como definiria este material?
Essa é
uma das inúmeras vantagens que temos, pois por exemplo a canalização está
sempre acessível, o que é benéfico e muito mais eficaz.
De
referir ainda que com estas soluções é fácil remodelar qualquer divisão de uma
casa, operando facilmente em qualquer lado que seja necessário.
Agora
claro está que as pessoas não podem pensar apenas em termos de custos finais
da obra. É fundamental que todas as vantagens inerentes à utilização destes
equipamentos sejam devidamente pensadas tanto em termos presentes como
futuros.
Numa altura em que tanto se fala em casas inteligentes pode
referir-se que as casas construídas com este material podem ser facilmente
adequadas às novas tecnologias?
Sem
dúvida, este tipo de construção permite o desenvolvimento de outro tipo de
materiais e o fácil enquadramento de todas as novas tecnologias.
Agora
isto exige um planeamento correcto de todas as operações, o que implica uma
mudança de mentalidades de todos os intervenientes neste processo. Não podemos
continuar a pensar em termos de “desenrascanço”, mas sim pensar em todos os
“timings” que são necessários cumprir para que a obra seja feita dentro do
tempo previsto.
Esta
preocupação com o cumprimento dos prazos é vantajoso quer para o cliente quer
para nós enquanto empresa executante.
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