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Steel

Sociedade Técnica de Edificação de Estruturas Leve

Pioneirismo trabalhado a aço

Apesar de existir como empresa de construção desde meados da década de 1960, a Steel altera o seu nome em 1996, com um objectivo – dar a conhecer o objecto central da sua actividade – o aço. Steel, para além de palavra da língua inglesa para designar aço, reflecte também a origem do sistema que a empresa utiliza, os EUA. Em conversa com António Carvalho e Fernando Tomé, sócios-gerentes, «O Primeiro de Janeiro» ficou a saber mais sobre um tipo de construção denominado de Light Steel Framing e das suas inúmeras vantagens.

A empresa Steel – Sociedade Técnica de Edificação de Estruturas Leves, Lda centra a sua actividade na indústria da construção civil, utilizando o aço como principal matéria-prima da estrutura das suas obras. Para além de reflectir a principal matéria-prima utilizada, o nome STEEL é também acrónimo de:

S – Sociedade

T – Técnica

E – Edificação

E – Estruturas

L – Leves.

Esta designação comercial vai ao encontro do aspecto principal que distingue as construções desta empresa de outras no mercado. “A estrutura das nossas construções são mais resistentes, mas também mais leves”.

Desde a alteração da designação comercial (1996) que a empresa tem vindo a dedicar-se à construção de moradias, tendo já edificado algumas dezenas, mas também à remodelação de vivendas e prédios antigos, reconstrução de coberturas, execução de pisos intermédios, decoração e aplicação de divisórias e tectos falsos. Todas estas actividades empregam materiais e técnicas bastante recentes no nosso País.

Entre os pioneiros

A Steel foi a primeira empresa nacional a construir edifícios utilizando uma estrutura em aço galvanizado leve, acompanhando desde o início o evoluir deste tipo de construção.

Os dois sócios da empresa, sempre demonstraram resistência em seguir o que na altura era o mainstream na construção civil, na procura, de novos produtos e técnicas de construção civil, verificaram que nos países de climas mais rigorosos, os sistemas construtivos e materiais empregues eram totalmente diferentes, dos utilizados no nosso País.

Foi nos Estados Unidos da América, que tiveram contacto pela primeira vez, com a construção em aço e puderam apreciar, casas em construção e já prontas, e assim verificar as suas qualidades. Concluíram que tinham encontrado aquilo que procuravam.

“A partir dessa altura, construímos a nossa primeira casa, hoje com 12 anos e apostamos na continuidade”.

Dotados de uma bagagem mais rica em termos de novos métodos e técnicas na área, os dois responsáveis depararam-se (e ainda se deparam) com alguma resistência por parte da mentalidade portuguesa. “Notamos bastante isso. As pessoas que têm um nivel de formação, e conhecimentos médio/alto assimilam este conceito com mais facilidade , não se apresentam tão cépticas sobre as novas tecnologias de construção”, explicam.

Benefícios/Vantagens

A Light Steel Framing é um inovador sistema de construção, que utiliza os mais avançados meios tecnológicos, actualmente ao dispor da arquitectura e da engenharia civil e cujo principal objectivo é fornecer bem-estar e qualidade de vida aos ocupantes do edifício. Como principal elemento estrutural, este sistema recorre ao aço leve galvanizado de elevada resistência. Nos revestimentos são usados materiais de fácil manuseamento e dimensionalmente estáveis tal como o OSB e o gesso cartonado.

Ao contrário do que se possa pensar, e segundo António Carvalho e Fernando Tomé, a construção em aço galvanizado, no que concerne ao preço por metro quadrado, “é bastante semelhante à construção tradicional”. Apesar dos materiais serem mais caros do que os que se utilizam na construção tradicional, este tipo de construção tem uma particularidade que permite baixar o custo e a mão-de-obra. “A execução neste tipo de construção permite aumentar a rapidez . Por exemplo: enquanto se está a colocar a cobertura pode simultaneamente no seu interior aplicar-se as diversas especialidades tais como, electricidade, águas, esgotos, aquecimento central, entre outras. Já na construção tradicional é impossível fazer todas estas empreitadas em simultâneo, simplesmente porque têm uma sequência de execução diferente, pelos materiais aplicados”, explicam, acrescentando que este sistema “permite uma grande economia de mão-de-obra/tempo, que vai, no fundo, equilibrar os custos. Não nos podemos esquecer que estamos inseridos neste mercado, em Portugal, onde existe uma mentalidade muito própria e, como tal, apresentamos uma excelente relação preço/qualidade que não tem comparação na construção civil”.

Desmistificada a ideia de que o factor preço pode ser um entrave, é importante enunciar os benefícios que a aplicação deste sistema traz. Duas das suas principais vantagens são o conforto e a segurança. Com vista a garantir o máximo conforto, são usados os melhores isolamentos tal como a lã de rocha. A estanquecidade do imóvel, eliminando fissuras e humidade, é assegurada pela utilização de telas drenantes no solo e betuminosas no telhado. Igual tratamento é aplicado nas paredes exteriores. “Visto possuir uma grande capacidade de isolamento, as necessidades de aquecimento e arrefecimento são muito baixas. Aliás desaconselhamos as pessoas a colocarem aquecimento central, não se justifica. É mais uma vantagem relativamente à construção tradicional”, afirmam. Os sócios-gerentes não deixam, contudo, de referir que a qualidade da construção nacional tem vindo a melhorar de há uns anos para cá, mas “a verdade é que nos continuamos a deparar com prédios recentes (três ou quatro anos de idade) onde se nota o formato dos tijolos, isto evidencia a clara falta de isolamento, que por sua vez origina falta de conforto e um dispêndio de energia acrescido”.

Com respeito à canalização e electricidade são também empregues materiais de elevada durabilidade e baixa manutenção. O resultado é uma habitação cujo aspecto geral, exterior e interior, é indiferenciável das construções vulgares mas que, no entanto, traz vantagens reais em matéria de segurança e conforto sendo perfeitamente adequada à habitabilidade de humanos. “Se as pessoas quiserem ter conforto, qualidade de vida, e um tipo de casa com um comportamento térmico e acústico completamente diferente do que estão habituados, este é o tipo de construção ideal”.

A segurança é outra característica inerente ao sistema usado pela Steel. Visto que naquele se empregam materiais leves, em contraste com o peso do betão, algumas pessoas questionam imediatamente a resistência deste tipo de construções. “Nada poderia ser mais enganador!” A resistência da estrutura de um edifício vulgar em alvenaria é assegurada pelo metal, visto que são usadas varas de aço embutidas em pilares e lintéis de cimento. Neste sentido, uma casa com estrutura metálica não é diferente. Só que, neste segundo caso, são usados perfis e vigas de aço galvanizado (material que possui uma durabilidade comprovada de 500 anos). Numa habitação de tamanho normal, tendo um piso térreo e um superior, totalizando 200 metros quadrados por exemplo, são empregues cerca de 1.300 metros de perfis verticais, 500 metros de vigas de piso, 500 metros de vigas de telhado e 800 metros de canais além de centenas de outros elementos metálicos essenciais. Isto representa mais de dez toneladas de metal de alta resistência unidas por milhares de parafusos estruturais! Usando o exemplo anterior, a casa seria muito mais leve do que uma vulgar, visto não ser necessário todo o peso do cimento. Ou seja: praticamente todo o peso de uma construção Steel é proveniente do seu esqueleto metálico estrutural comparável a uma enorme caixa em aço. Visto que não são empregues vigas ou colunas isoladas de apoio, todas as paredes exteriores são estruturais, repartindo-se por elas todo o peso das placas e andares. Assim, facilmente se compreende a elevada resistência sísmica destes edifícios. “É uma construção muito mais resistente. Do ponto de vista sísmico, penso que é a melhor estrutura que existe no mercado da construção residencial”, sublinham António Carvalho e Fernando Tomé, acrescentando que “não estou a afirmar que na construção tradicional isto não seja feito, mas penso que só acontece em grandes edifícios, porque na pequena construção tenho a percepção que a nível de engenharia não se dá grande importância à parte sísmica, até pelos custos que tais cálculos implicam e que agravam o preço final das construções”.

Além dos aspectos relacionados com a segurança e o conforto, as construções Steel adaptam-se a qualquer tipo de projecto arquitectónico permitindo total liberdade criativa e satisfazendo os mais exigentes conceitos estéticos. Para evitar que exista contacto entre o interior e o exterior (o aço é um elemento condutor).

A rentabilização de espaço é outra das mais-valias do sistema usado pela Steel. “Optimizamos em cerca de dez por cento a área útil em relação à construção tradicional, isto acontece por causa da espessura das paredes exteriores. Conseguimos uma qualidade e quantidade de isolamento muito superior à da construção tradicional com um espaço ocupado pela parede muito menor”, referem. Para além disso, “não existe pilares ou vigas no meio da casa. É uma casa ampla e de linhas direitas, não existem aqueles recortes inevitáveis numa construção em betão”.

Recuperação

Depois de enunciadas as vantagens garantidas pelo Light Steel Framing é importante referir que este sistema é “ideal” para a remodelação e recuperação de edifícios e casas. Os dois responsáveis da Steel são peremptórios nesse ponto: “Qualquer tipo de construção é facilmente recuperável com o nosso tipo de estrutura, porque este tipo de estrutura trabalha por dentro da outra existente. Vimos que realmente em termos de recuperação é o material ideal porque não tem qualquer tipo de comportamento. Ao contrário da madeira, por exemplo, que tem deformações, este material não apresenta qualquer tipo de problemas. É facilmente aplicável, facilmente transportável e não esqueçamos que reduz significativamente o tempo de duração da obra”.

Todavia, os sócios-gerentes não deixam de alertar para o clássico problema da mentalidade dos portugueses. “A recuperação não faz parte da nossa cultura, ao contrário do que se passa em outros mercados como o espanhol o francês e o suíço que têm uma política de recuperação habitacional consistente e motivada pelos seus dirigentes”.

Preparados para todos os desafios

Apesar de ainda continuar a ser uma empresa de pequenas dimensões, tal como intencionado pelos seus gerentes, a Steel não deixa de ser pioneira nesta área e não hesita em reclamar para si o título de empresa líder neste mercado emergente.

Dotada de pessoal experiente e meios adequados, tanto os sócios, como a equipa da Steel continuam bem atentos ao que se faz em todo o mundo, recorrendo a associações industriais e a outras fontes, prontos para absorver novas informações e aplicar novos métodos visando a excelência técnica da sua actividade. “Estamos preparados para responder ao desafio da concorrência que, em breve, aumentará grandemente”.

António Carvalho e Fernando Tomé mostram-se orgulhosos quando falam do seu percurso e portfólio. “Somos uma empresa familiar, cujos recursos inicialmente não eram muitos, e foi sempre um pouco a pulso que tentámos dinamizar este negócio. Desde a sua implementação em Portugal, até à procura de materiais que não existiam no mercado português”.

Aliás são os próprios clientes que fazem publicidade de boca em boca. “O nosso cliente é o nosso melhor aliado na divulgação do sistema construtivo. Esta é a nossa verdadeira mais-valia”

 

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Acima apresentamos a

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